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Mariana receberá investimento milionário que gerará 250 empregos diretos na mineração – maisminas.org

São 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro que poderão ser produzidos na cidade.

Rômulo Soares – 19 de novembro de 2021 às 12:53

Imagem: reprodução da Cedro Mineração no Youtube

A mina do Grupo Cedro em Mariana está em fase avançada para obter o licenciamento operacional e receber R$ 150 milhões de investimento da Cedro Mineração. São 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro que poderão ser produzidos na cidade. A informação é do jornal Valor Econômico.

A reportagem do jornal especializado em economia cita que, de acordo com o diretor de sustentabilidade do Grupo Cedro, Guilherme França, a unidade localizada na primeira capital de Minas Gerais deve entrar em operação no primeiro semestre do ano que vem, com geração de 250 empregos diretos.

Além de Mariana, outra cidade da Região dos Inconfidentes também deve receber investimentos da companhia. O Grupo investirá no terminal ferroviário do Bação, em Itabirito, que terá capacidade para transportar 8 milhões de toneladas de minério por ano. A expectativa é que seu funcionamento comece no segundo semestre de 2022.

Grupo Cedro

O Grupo Cedro foi fundado no fim de 2017 pela família Kallas, de Minas Gerais, que detém 89% do capital da empresa, e outros cinco sócios. O grupo adquiriu a Mina do Gama, da Extrativa Mineral, em Nova Lima e, com um investimento de R$ 150 milhões em tecnologias, ampliou a produção da mina de 1,3 milhão de toneladas no primeiro ano para 3,9 milhões de toneladas por ano. 

Esse grupo é dono da Cedro Mineração e iniciou um programa de investimentos de três anos da ordem de R$ 1 bilhão. O projeto inclui aumento da produção de minério de ferro e entrada nos segmentos imobiliário, de energia e agronegócio. São 1,8 mil pessoas empregadas pelo grupo e espera-se que 8 mil empregos sejam mantidos até 2024.

O grupo é o 11º no segmento de minério de ferro, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). De acordo com o gerente-geral de operações da Cedro Mineração, Wanderley Santo, o grupo implantou um sistema de filtragem de 100% dos rejeitos, aumentando o índice de aproveitamento do minério de 35% a 40% para 60% a 65% e o próximo passo será a instalação de uma planta de gravimetria, que vai aumentar o aproveitamento em mais 10% a 12%. O grupo também estuda usar o rejeito seco para produção de bloquetes para construção civil.

Vagas de emprego

A Cedro Mineração já está realizando contratações em Mariana. Atualmente, há vagas para os cargos de almoxarife, auxiliar de mina e comprador. Aqui você pode se candidatar na vaga do seu interesse.

https://maisminas.org/mineracao/mariana-recebera-investimento-milionario-que-gerara-250-empregos-diretos-na-mineracao/

Grupo Cedro pretende ser o no 4 em minério de ferro – valor.globo.com

Plano de expansão de R$ 1 bilhão em três anos inclui os setores de geração de energia, imobiliário e do agronegócio

Por Cibelle Bouças – 18/11/2021

Lucas Kallas, presidente do conselho do Grupo Cedro: “Investir em diferentes áreas dará sustentabilidade ao grupo” —
Foto: Maria Tereza Correia/Valor

O Grupo Cedro, dono da Cedro Mineração, deu início a um programa de investimentos de três anos da ordem de R$ 1 bilhão. O projeto inclui aumento da produção de minério de ferro e entrada nos segmentos imobiliário, de energia e agronegócio. Os investimentos serão feitos com recursos próprios do grupo. O grupo emprega 1,8 mil pessoas e espera chegar a 8 mil até 2024.

O Grupo Cedro foi fundado no fim de 2017 pela família Kallas, de Minas Gerais, que detém 89% do capital, e outros cinco sócios. O grupo adquiriu a Mina do Gama, da Extrativa Mineral, em Nova Lima. Com investimento de R$ 150 milhões em tecnologias para melhorar a produtividade, ampliou a produção da mina de 1,3 milhão de toneladas no primeiro ano para 3,9 milhões de toneladas por ano.

Wanderley Santo, gerente-geral de operações da Cedro Mineração, disse que o grupo implantou um sistema de filtragem de 100% dos rejeitos, o que permitiu aumentar o índice de aproveitamento do minério de 35% a 40% para 60% a 65%. “O próximo passo será a instalação de uma planta de gravimetria, que vai aumentar o aproveitamento em mais 10% a 12%”, afirma Santo. O grupo também estuda usar o rejeito seco para produção de bloquetes para construção civil.

Santo disse que a produção é destinada principalmente para a indústria de ferro gusa. Entre 50% e 60% da produção é vendida para a Gerdau e o restante vai para Vale, CSN, Usiminas e outras. A receita do Grupo Cedro prevista para este ano é da ordem de R$ 2 bilhões, ante R$ 1,1 bilhão em 2020, o que representa um aumento de 82%.

Lucas Kallas, CEO da Cedro Mineração e presidente do conselho de administração do Grupo Cedro, disse que o grupo reinveste de 80% a 90% do que ganha nos projetos de expansão do grupo. A meta é ampliar a produção de 3,9 milhões para 12 milhões de toneladas por ano de minério de ferro até 2023, e para 15 milhões de toneladas por ano até 2026.

Para isso, o grupo aguarda o licenciamento de quatro minas, todas em Minas Gerais, disse Guilherme França, diretor de sustentabilidade do Grupo Cedro. O licenciamento em fase mais avançada é da Mina Cedro Mariana, que tem capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro por ano. O investimento é estimado em R$ 150 milhões. Segundo França, a unidade deve entrar em operação no primeiro semestre do ano que vem, com geração de 250 empregos diretos.

Outras duas unidades – Patrimônio e Mina Dois Irmãos – têm capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro por ano cada e ambas devem começar a operar no segundo semestre de 2023. O grupo aguarda ainda o licenciamento da unidade de Sapé, que tem capacidade para 3,5 milhões de toneladas por ano e tem previsão para começar a operar no primeiro semestre de 2023.

O grupo Cedro também investe no terminal ferroviário do Bação, em Itabirito (MG), que terá capacidade para transportar 8 milhões de toneladas de minério por ano. A expectativa é que o terminal entre em operação no segundo semestre do ano que vem.

“Estamos caminhando para ficar entre as quatro maiores empresas de mineração do país, chegando a 15 milhões de toneladas de produção por ano em 2026”, afirmou Kallas. Hoje, o grupo é o 11o no segmento de minério de ferro, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM).

No setor imobiliário, o grupo vai construir em Nova Lima o Himalaya Town Center, que reúne cinco torres residenciais e comerciais, um shopping center a céu aberto e estacionamento para 1,8 mil veículos. As torres residenciais terão apartamentos de 3 e 4 quartos para públicos das classes A e B.

As torres comerciais incluem um hospital do Oncoclínicas e uma unidade da Universidade Fumec. A área construída soma 190 mil metros quadrados. O valor geral de vendas (VGV) é estimado em R$ 1,6 bilhão. “A ideia é fazer a construção sob medida e alugar para as empresas por 25 anos”, disse Kallas. O grupo avalia se vai contratar uma construtora para as obras ou se fará a construção por permuta.

Na área de agronegócio, o grupo mantém projetos nas áreas de grãos e pecuária. “É importante investir em diferentes áreas para dar sustentabilidade ao negócio. E as perspectivas do agronegócio são muito boas”, disse Kallas.

No oeste baiano, o grupo prevê investir R$ 670 milhões em sete anos no plantio irrigado de soja e milho e na criação de 20 mil cabeças de gado bovino em uma área de 52 mil hectares. O plantio começa em 2022. O grupo também adquiriu 5,3 mil hectares na Serra do Cabral (MG), com investimentos R$ 400 milhões para o plantio de cafés especiais. A previsão é colher 100 mil sacas de café especial por ano a partir de 2024.

Na área de energia, o grupo investiu R$ 100 milhões para instalar usinas de geração de energia fotovoltaica nos municípios mineiros de Iguatama, Lavras, São Gonçalo do Sapucaí e Sete Lagoas. Os parques vão gerar 16 megawatts (MW) de energia, com potencial para chegar a 31 MW no futuro.

https://valor.globo.com/empresas/noticia/2021/11/18/grupo-cedro-pretende-ser-o-no-4-em-minerio-de-ferro.ghtml